John Lennon, o fim de um mito
Mark David Chapman chegou em Nova Iorque em Outubro de 1980 com um objectivo claro: matar John Lennon, um dos músicos mais famosos e influentes do mundo e ex-membro dos Beatles. Transportava consigo uma pequena mala, na qual tinha alguns discos da banda e de John Lennon a solo, um exemplar do livro The Catcher in the Rye, de J. D. Salinger, e um revólver de calibre 38 especial e várias balas ocas, concebidas especialmente para dilacerar os músculos, ossos e artérias da vítima. Às 17h00 do fatídico dia 8 de Dezembro, John Lennon e Yoko Ono saíram do edifício Dakota, em Nova Iorque, em direção aos estúdios de gravação para trabalhar na canção de Yoko, 'Walkin on Thin Ice'. Assim que saíram do edifício, foram abordados por Chapman, que pediu a Lennon que lhe autografasse a capa de 'Double Fantasy', o sétimo e último álbum de Lennon. Até aqui, tudo parecia normal. Chapman esperou que Lennon e Ono regressassem a casa e foi então que alvejou o ex-Beattle, dando-lhe cinco tiros pelas costas, quatro dos quais atingiram Lennon, causando a sua morte imediata. O que levou Mark Chapman a cometer aquele terrível homicídio? Segundo Chapman, “assassinei-o porque era muito, muito, muito famoso, e essa é a única razão, porque eu queria muito, muito, muito alcançar a glória. Fui muito egoísta. Quero acrescentar isso e enfatizá-lo profundamente. Foi um ato extremamente egoísta. Sinto muito pela dor que lhe causei”, disse Chapman, referindo-se a Yoko Ono. Ainda hoje, e apesar de já ter cumprido a sua sentença, Mark Chapman permanece no Centro de Correção de Attica, no estado de Nova Iorque. Foi-lhe recusada a liberdade condicional em doze ocasiões.
(Na fotografia, John Lennon e Yoko Ono durante uma sessão fotográfica)

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