David Vetter (também conhecido como “Bubble Boy”) nasceu em 1971 com imunodeficiência combinada grave (SCID), uma doença genética rara e potencialmente fatal que o deixou sem um sistema imunológico funcional. Mesmo os germes mais comuns podiam ser fatais, então, desde a infância, ele viveu em um ambiente completamente estéril e fechado, projetado para protegê-lo de infecções. A estrutura permitia interação limitada com sua família e médicos, mas todo objeto ou pessoa que entrasse em contato com ele tinha que passar por uma esterilização extensiva. Sua condição ganhou atenção nacional, simbolizando tanto a promessa quanto as limitações da ciência médica nas décadas de 1970 e início de 1980. Apesar do isolamento, David demonstrou inteligência, curiosidade e humor notáveis. Ele recebeu sua educação por meio da televisão e de materiais escritos passados para a bolha e mantinha relacionamentos através de uma barreira transparente. Em 1983, aos 12 anos, David passou por um transplante de medula óssea de sua irmã em um esforço experimental para lhe dar um sistema imunológico funcional. Infelizmente, o transplante introduziu um vírus Epstein-Barr não detectado, que levou ao câncer. David faleceu alguns meses depois de linfoma, uma complicação do vírus. Aproximadamente US$ 1,3 milhão foram gastos em seus cuidados.

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