quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Assassinatos que Mudaram o Rumo da História

Calígula, a conspiração contra o imperador

Caio Júlio César Germânico governou o Império Romano desde 37 d.C. até Janeiro de 41 d.C., data em que foi assassinado, vítima de uma conspiração. Calígula acompanhou desde tenra idade o seu pai, Germânico Júlio César, nas campanhas militares por este empreendidas na Germânia. E calçava as típicas sandálias dos legionários, daí a sua alcunha, Calígula, que significa “botinhas”. O imperador Tibério exprimiu o desejo de Calígula e o seu neto Tibério Gemelo governarem conjuntamente, mas isso não fazia parte dos planos de Calígula, que queria ser o único imperador. Depois de se desfazer de Gemelo, Calígula tomou as rédeas do império. No ano 37 d.C., o imperador ficou gravemente doente e, embora não exista consenso sobre o mal que o afligiu, as consequências foram devastadoras para Roma. Daí em diante, o seu comportamento tornou-se autoritário e até despótico, mostrando claros indícios de demência. Entre outras coisas, diz-se que tencionava nomear cônsul o seu cavalo, Incitato, e que montou um prostíbulo no palácio, onde tinha relações sexuais com as esposas e as filhas dos senadores. Aparentemente, também teve relações incestuosas com as suas irmãs e até as obrigou a prostituírem-se. Por fim, após escapar a várias conspirações fracassadas, Calígula foi assassinado pela própria guarda pretoriana, liderada por Cássio Quereia, que anos antes o fizera ascender ao trono imperial.

(Na imagem, o busto de Calígula exposto no Ny Carlsberg Glyptotek, em Copenhaga)

 

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