O terrível fim de Mahatma Gandhi
Para Nathuram Godse, um fundamentalista hindu, o dia 30 de Janeiro de 1948 não iria ser um dia qualquer. Iria ser o dia em que poria fim à vida de Mahatma Gandhi. Naqueles tempos críticos, Gandhi era um homem que despertava animosidade tanto entre hindus como entre muçulmanos, uma vez que ambos o acusavam de favorecer a outra facção. Para Godse, um hinduísta com fortes vínculos à extrema-direita, e outros como ele, Gandhi era um traidor que acusavam de ter beneficiado os muçulmanos aquando da partição da Índia. Nesse dia fatídico, acompanhado pelas suas duas sobrinhas, Manu e Abha, Gandhi dirigiu-se à sua sessão de oração vespertina, onde Godse o aguardava sobre a plataforma e se dirigiu a ele de mãos unidas, entre as quais empunhava uma minúscula pistola. Depois de empurrar uma das jovens, o homem deixou a descoberto a mão direita, com a qual segurava a pistola e, sem pensar duas vezes, deu três tiros à queima-roupa que puseram fim à vida de Gandhi. Após o assassinato, a multidão encurralou-o e, depois de ser detido pela polícia, leu uma declaração na qual responsabilizava Gandhi pelo sofrimento do povo hindu e garantia ter agido sozinho, embora mais tarde sete outras pessoas tenham sido detidas, acusadas de estarem relacionadas com o crime. Em 8 de Novembro de 1949, Nathuram Godse foi condenado a morrer na forca.
Em cima, um retrato de Mahatma Gandhi captado em Londres no ano 1931.

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