Tubarões-brancos
Durante sua migração anual, em que percorrem mais de 4 mil quilômetros em busca de reprodução e alimentação, os grandes tubarões-brancos enfrentam desafios de disponibilidade de alimentos. Durante essa jornada, eles gradualmente perdem a capacidade de flutuar, devido ao consumo do óleo armazenado em seus fígados que representa até 25% do peso corporal.
Eles acumulam essas reservas de óleo antes da migração para aumentar a flutuabilidade, mas à medida que utilizam a energia, afundam progressivamente. Essa estratégia, chamada de "mergulho à deriva", é fundamental para sustentar viagens prolongadas.
Baleias-jubarte
Anualmente, com a chegada do início do inverno, as baleias-jubarte viajam cerca de 16 mil quilômetros até as águas tropicais para parir e acasalar. O processo de migração é cuidadosamente organizado, levando de quatro a oito semanas e obedecendo a uma sequência específica.
As mães e os filhotes lideram a jornada, sendo seguidos pelos jovens, machos adultos e, por último, pelas fêmeas grávidas, que atrasam sua partida para otimizar o tempo de alimentação. Essa jornada é repleta de perigos, especialmente para os filhotes, que se tornam alvos das orcas.


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