segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Assassinatos que Mudaram o Rumo da História

Stephen Biko, a morte de um incansável lutador contra o apartheid

Stephen Biko foi um fervoroso ativista e opositor do apartheid, fundador do Movimento Consciência Negra. Elevado à categoria de mártir após o seu assassinato na prisão, a 12 de Setembro de 1977, o seu assassinato revelar-se-ia essencial para o início de uma nova etapa política na África do Sul. Na segunda-feira, dia 12 de Setembro de 1977, a prisão de Port Elizabeth, na África do Sul, tornou-se o destino final do líder do Movimento Consciência Negra. Stephen Biko fora detido na noite de 18 de Agosto de 1977, quando regressava de um comício, e já passara 101 dias em confinamento solitário em 1976, mas aquela detenção seria a sua última. A 11 de Setembro, depois de permanecer 50 dias detido (segundo a legislação sul-africana, a detenção poderia prolongar-se por tempo indefinido), Biko, que se recusou a manter-se em pé na sua cela, foi brutalmente espancado pelos agentes Harold Snyman e Gideon Nieuwoudt, entre outros, na sala 619 do Edifício Sanlam, um sítio que, visto de fora, parece um inofensivo edifício de escritórios. Biko entrou num estado de semi-inconsciência do qual já não despertou. Devido àquele terrível castigo, Stephen Biko sofreu lesões muito graves no crânio e uma hemorragia interna incontrolável. Apesar das recomendações para que não o deslocassem, foi transportado, em condições penosas, para um hospital-prisão em Pretória, onde acabaria por falecer, vítima dos seus ferimentos.

(Em cima, um retrato de Stephen Biko realizado por um autor desconhecido)

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