Da batalha de Waterloo para ingrediente de fertilizantes
A Batalha de Waterloo foi decisiva para a derrota final de
Napoleão, em um confronto contra as tropas lideradas pelo Duque de Wellington e
por Blücher. Os exércitos lutaram por longas oito horas, o que resultou na
morte de quase 50 mil soldados.
O levantamento sobre a quantidade de corpos colocou a batalha como
uma das piores do século, com inúmeros mortos enterrados em valas comuns. Só
que um grupo de arqueólogos revisitaram os terrenos da batalha e, ao invés de
muitos esqueletos, eles encontraram ossos soltos esporádicos.
Este ano, pesquisadores levantaram uma possível explicação para o
caso. No século XIX, as empresas produtoras de farinhas de ossos na Europa
utilizavam ossos animais e humanos na produção de fertilizantes. Logo, a
hipótese dos pesquisadores é que alguns desses fabricantes tenham desenterrado
os corpos das valas comuns para revender.
O pão é mais antigo que a agricultura
O agro pode até ser pop, mas o pão é rock. Brincadeiras à parte,
era só uma maneira para te contar que o pão existiu antes da agricultura. Em
2018, arqueólogos descobriram que, ao contrário do que se pensava, a
panificação não era resultado das plantações, mas sim o contrário.
Em uma escavação feita na Jordânia, pesquisadores encontraram um
pão produzido por comunidades de caçadores-coletores com cerca de 14.400 anos.
A datação foi fundamental para se chegar a essa afirmação da ordem de
surgimento, já que a agricultura levaria, ainda, 4 mil anos até ser praticada.
Historiadores creem que esse pão antigo era feito com ingredientes semelhantes aos de hoje, contudo, em sua versão selvagem. Teria sido a partir dele que as comunidades decidiram cultivar cereais. Será que a arqueologia também sabe quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?


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