sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Descobertas Arqueológicas Ironicamente Surpreendentes

Nem todo mundo na antiguidade era fascinado pelo ouro

Estamos acostumados a ouvir que as pessoas são fascinadas pelo ouro, certo? Só de falar no tema, deve vir à mentE as imagens históricas de Serra Pelada, o maior garimpo do Brasil. No entanto, em 2021, arqueólogos estudaram mais de 4500 artefatos encontrados no Cáucaso, identificando que as civilizações que ali residiram tinham perdido o interesse pelo metal.

Como que do nada, o metal precioso sumiu de objetos artísticos e túmulos, ao contrário de culturas vizinhas e em um contexto que o ouro da região não tinha se esgotado. Ao longo de 700 anos, as comunidades que residiram entre os mares Cáspio e Negro o rejeitaram.

De acordo com os envolvidos na pesquisa, esse dado sugere que nem todas as pessoas se viram rendidas pela preciosidade do metal.

A agricultura motivou embates violentos

Durante séculos, muitas comunidades eram caçadoras-coletoras. Em geral, expressavam suas frustrações de maneira violenta. Contudo, por volta do ano 1000 a.C., houve uma mudança nos padrões climáticos, tornando alguns alimentos de origem marinha escassos. A solução foi tentar a agricultura, o que tornou as sociedades mais estáveis e presas ao solo, conforme a pressão alimentar diminuía.

No Chile, arqueólogos descobriram, porém, que algo não saiu muito bem. Os pioneiros na agricultura tentaram cultivar alimentos no deserto do Atacama. Com a escassez de solo fértil, a violência explodiu, fazendo com que matassem uns aos outros por séculos, em virtude da falta de alimentos. Os percalços da evolução.

Nenhum comentário:

Postar um comentário