Nem todo mundo na antiguidade
era fascinado pelo ouro
Estamos acostumados a ouvir
que as pessoas são fascinadas pelo ouro, certo? Só de falar no tema, deve vir à
mentE as imagens históricas de Serra Pelada, o maior garimpo do Brasil. No
entanto, em 2021, arqueólogos estudaram mais de 4500 artefatos encontrados no
Cáucaso, identificando que as civilizações que ali residiram tinham perdido o
interesse pelo metal.
Como que do nada, o metal
precioso sumiu de objetos artísticos e túmulos, ao contrário de culturas
vizinhas e em um contexto que o ouro da região não tinha se esgotado. Ao longo
de 700 anos, as comunidades que residiram entre os mares Cáspio e Negro o rejeitaram.
De acordo com os envolvidos
na pesquisa, esse dado sugere que nem todas as pessoas se viram rendidas pela
preciosidade do metal.
A agricultura motivou embates violentos
Durante séculos, muitas comunidades eram
caçadoras-coletoras. Em geral, expressavam suas frustrações de maneira
violenta. Contudo, por volta do ano 1000 a.C., houve uma mudança nos padrões
climáticos, tornando alguns alimentos de origem marinha escassos. A solução foi
tentar a agricultura, o que tornou as sociedades mais estáveis e presas ao
solo, conforme a pressão alimentar diminuía.
No Chile, arqueólogos descobriram, porém, que algo não saiu muito bem. Os pioneiros na agricultura tentaram cultivar alimentos no deserto do Atacama. Com a escassez de solo fértil, a violência explodiu, fazendo com que matassem uns aos outros por séculos, em virtude da falta de alimentos. Os percalços da evolução.


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