sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Livros Históricos Encapados Usando Pele Humana

Livro de Bolso da pele de Burke

William Burke foi um médico que viveu durante o século XIX. Em sua trajetória profissional, usou muitos cadáveres para projetos de dissecação, mas entrou para a história por ter cometido, junto a seu colega William Hare, cerca de 16 assassinatos para fornecer corpos à faculdade de medicina da Universidade de Edimburgo.

Quando as suspeitas surgiram, Hare optou por denunciar o colega, que foi condenado à morte. Na sentença, o juiz determinou que Burke deveria ter o corpo dissecado e anatomizado publicamente.

A pele dele foi removida e transformada em couro, encadernando um pequeno bloco de notas, onde foi gravado, em letras douradas livro de bolso da pele de Burke. O exemplar fica exposto no Surgeons' Hall Museums, museu da faculdade onde Burke trabalhava. 

O Livro de Horwood

A história do Livro de Horwood mostra que a turma do século XIX tinha um senso punitivo bem macabro. John Horwood foi executado aos 18 anos, em 1821, pelo assassinato de Eliza Balsum. Eliza era uma mulher por quem Horwood tinha obsessão, a ponto de matá-la em virtude da rejeição dela por ele.

Como neste período corpos de criminosos eram doados às faculdades de medicina, o corpo de Horwood virou instrumento universitário. Ele foi dissecado e sua pele retirada para encadernar o livro em que Richard Smith, médico responsável por tentar salvar a vida de Eliza, anotou os detalhes do caso.

Na capa é possível ler "a pele real de John Horwood" gravado em latim com letras douradas. O exemplar faz parte do acervo do Bristol Museums.

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