A prática de gibbeting
Ao longo da história, os homens inventaram diversas formas de punir uns aos outros pelos crimes cometidos. Mas poucos equipamentos de tortura se equivalem à crueldade do gibbeting.
No gibbeting, trancafiava-se o criminoso em uma espécie de prisão no formato de seu corpo e pendurava-o na rua, para que todos pudessem ver. A pessoa ficava lá até morrer de fome ou sede — o que viesse primeiro.
Essa condenação era dada apenas para os homens, já que os corpos das mulheres eram dissecados pelos cirurgiões. O gibbeting era estranhamente popular, e atraía uma multidão que vinha se divertir observando a agonia de um infeliz. A gaiola era disposta bem alta para que ninguém a derrubasse.
Conta-se que esses torturados — os gibbets — ficavam lá até anos depois de sua morte, quando restassem apenas os ossos. Por isso, as pessoas conviviam com a putrefação do cadáver e a chegada de insetos e pássaros que vinham comer a carne.

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