A morte de Martin Luther King
O reverendo batista Martin Luther King foi o representante e líder mais visível do movimento pelos direitos civis desde 1955 até ao dia do seu assassinato, em 1968. A sua liderança foi fundamental para pôr fim à segregação infligida aos afro-americanos, tanto nos estados do Sul como em qualquer outro recanto dos Estados Unidos da América.
No entanto, Martin Luther King, que fora galardoado com o Prémio Nobel da Paz em 1964, não viveria tempo suficiente para transformar a sua visão em realidade. No dia 4 de Abril de 1968, enquanto se encontrava na varanda do Motel Lorraine de Memphis, King foi assassinado com um tiro na garganta, por James Earl Ray, um delinquente de pouca importância que escapara de uma prisão de alta segurança no ano anterior. Após a sua detenção em Londres, para onde escapou após o crime, Ray foi acusado e condenado pelo assassinato de Martin Luther King, sendo sentenciado a 99 anos de prisão, a 10 de Março de 1969.
Os motivos alegados no caso foram o racismo e o ódio contra a pessoa do reverendo King. Após permanecer três dias na prisão, Ray afirmou que lhe tinham montado uma armadilha e que, na verdade, não era o culpado pela morte de Martin Luther King. James Earl Ray passou o resto da sua vida atrás das grades, lutando, infrutiferamente, por um novo julgamento. Contou com o apoio de alguns membros da família King e do reverendo Jesse Jackson, que não acreditavam que Ray estivesse envolvido no homicídio.
(Em cima, uma imagem de Martin Luther King enquanto esteve preso em Jefferson em 1967)

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