terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Assassinatos que Mudaram o Rumo da História

O assassinato do czar Nicolau II e da sua família

Após passarem muitos meses fechados na casa Ipatiev, em Ecaterimburgo, propriedade de um comerciante local, o czar Nicolau II e a sua família foram obrigados a descer à cave na madrugada de 16 para 17 de Julho de 1918 sob o pretexto de serem fotografados. Uma vez ali, foram postos em fila e alvejados à queima-roupa. A primeira vítima foi o czar, seguido pela sua esposa, a czarina Alexandra Fiodorovna. Depois de assistirem, horrorizados à morte dos pais, o seu filho Alexei e as suas quatro filhas, Olga, Tatiana, Maria e Anastácia, foram fuzilados. Contudo, nem todos morreram imediatamente e, sob ordens de Yakov Yurovski, um dos revolucionários, os sobreviventes foram eliminados com golpes de baioneta. Após o massacre, os carrascos retiraram os onze corpos da casa e colocaram-nos num caminhão. No entanto, não foi fácil desfazerem-se deles. Os investigadores crêem que, primeiro deixaram-nos em Ganina Yama, uma mina pouco profunda que os bolcheviques tentaram abrir com granadas, sem sucesso. Quando tentaram trasladá-los para outro local, o camião ficou atolado na lama. Foi nessa altura que retiraram dois dos corpos, crê-se que os de Alexei e Maria, desfazendo-se deles na floresta. Os outros nove cadáveres foram regados com ácido e incendiados e os seus restos foram enterrados numa vala. Muito tempo depois, em 1979, dois detectives amadores localizaram os restos nos arredores de Ecaterimburgo, mas a descoberta foi mantida em segredo até 1989. Em 1998, os restos mortais dos membros assassinados da família Romanov foram sepultados numa enorme cerimónia celebrada na catedral de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo, o sepulcro tradicional dos czares de Rússia.

(Fotografia da família imperial russa. Da esquerda para a direita, Olga, Maria, Nicolau II, Alexandra, Anastácia, Alexei e Tatiana)

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