O erro crasso de Marco Licínio Crasso
Marco Licínio Crasso (115 – 53 a.C.) foi o homem mais rico de Roma no tempo em que viveu. Sua fortuna era de 200 milhões de sestércios - o que significava que, hoje, ele seria 34 vezes mais rico que Elon Musk, cuja riqueza é avaliada em US$ 200 bilhões.
Mas ser tão rico não o impediria de tomar uma decisão que destruiria a sua vida. Crasso era um aliado do ditador Sula, e enriqueceu ao comprar propriedades confiscadas dos inimigos do Estado. Após a morte de Sula, ele continuou a acumular fortuna.
Os prédios de Roma eram propensos a incêndios, então, quando um queimava, Crasso corria para comprar a propriedade em chamas por um preço bem baixo. Depois que o acordo se concretizava, os bombeiros que trabalhavam para Crasso finalmente entravam em ação para apagar o fogo.
Na década de 70 a.C., Marco Licínio Crasso alavancou o poder de políticos como Júlio César. Seu objetivo, no fim, era conquistar a glória militar. Para isso, ele liderou um exército de 50 mil para invadir a Pártia. Ele confiou em um chefe local para guiá-lo, mas era um enrascada. O exército foi conduzido a uma rota árida, levando ao um local em que as tropas (e Crasso) se deram de frente com os partos, que estavam preparados com uma artilharia pesada.
Embora fossem mais numerosos, os soldados romanos foram massacrados e desmoralizados. Crasso foi incapaz de pensar em um plano. Ele resolveu então mandar seu filho para liderar o exército, mas ele foi rapidamente derrotado. Os partos provocaram o pai ao trazer a cabeça do filho de Crasso na ponta de uma lança.
Por fim, Crasso abandonou os milhares de feridos e fugiu do conflito. Os partos o convidaram para negociar, e ele acabou indo. Foi o seu maior erro. O encontro se tornou uma batalha, os generais romanos foram mortos e os partos derramaram ouro na garganta de Crasso. Ele acabou se tornando um símbolo de alguém que enriqueceu rápido, mas que não era muito inteligente.

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