Imagine nascer antes da invenção da lâmpada… e ainda hoje aproveitar uma boa salada ao sol.
Essa é a vida de Jonathan, uma tartaruga-gigante das Seychelles que, com cerca de 193 anos, é oficialmente o animal terrestre vivo mais velho do planeta.
Jonathan vive na remota ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde chegou em 1882 já adulto. A partir disso, cientistas estimaram seu ano de nascimento — por volta de 1832.
Em quase dois séculos, Jonathan “assistiu” ao mundo mudar: duas guerras mundiais, a invenção do carro, do avião, do computador e até o surgimento da internet. Enquanto impérios caíam e tecnologias surgiam, ele continuou fazendo o que faz de melhor: existir no seu próprio ritmo.
Hoje ele é cego por conta de cataratas e não sente cheiro, mas continua atento às vozes dos cuidadores, que o alimentam semanalmente com um cardápio especial: alface, repolho, cenoura, pepino, maçã… e o seu preferido, banana — que gruda no bico, mas ele ama mesmo assim.
Jonathan divide o pasto com outras tartarugas — Emma, David e Frederik — e ainda é conhecido por sua personalidade tranquila e vida social ativa.
Sua longevidade tem atraído cientistas interessados em entender como alguns organismos desafiam o envelhecimento.
Jonathan nos lembra que viver devagar não é sinal de atraso — às vezes, é justamente o que permite atravessar séculos.

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